Vocês sabem quando alguém começa a falar sempre a mesma piada? Pois é, no início ela é engraçada, na segunda vez você ainda acha graça, mas ri com menos intensidade. Na terceira vez você consegue levantar sua bochecha esquerda e dá uma risadinha por educação, já na décima vez, você tenta se controlar para não assassinar, com requintes de crueldade, o “humorista”sem noção.
É mais ou menos essa a sensação que eu tive ao assistir o programa Legendários, da TV Record (ou melhor, Recópia), que tem Marcos Mion, o pessoal do Hermes e Renato, ex-bbb gostosa, João Gordo e mais uma cambada de gente.
A proposta do programa é ser inovador, inteligente, moderno e demais adjetivos relevantes, mas o problema é que o que ocorre ali é uma reciclagem do que o Pânico, CQC e Brothers já estão fazendo.
Até hoje, pelo que eu vi do programa é que ele é sim uma comédia, mas uma comédia de erros, na tela assistimos um João Gordo deslocado e a turma do Hermes e Renato pouco a vontade com esse tal “humor do bem” ou seja lá o que isso quer dizer.
A cada instante o Marcos Mion fica repetindo que a proposta é fazer graça sem ofender ninguém e isso cansa o público, afinal, se já falou uma vez não precisa falar de novo, eu já entendi, posso não ter o QI do Albert Einstein, mas mesmo assim consigo assimilar o que um apresentador de TV quer dizer.
A sensação de “deja vu” e piada repetida acontece a todo instante, é impossível não se lembrar do CQC quando as reportagens nas ruas usam efeitos sonoros e figurinhas animadas interagindo com as pessoas.
Eu sei que a atração está no início e talvez ainda não encontrou uma identidade. Vamos ver (ou não) como serão os próximos programas, porque até agora, não cumpriu a promessa que está aí no vídeo promocional.
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